
O cenário para as eleições de 2026 em Gravatá começa a ficar cada vez mais definido. Duas forças despontam como protagonistas na disputa pela Assembleia Legislativa de Pernambuco: Léo do Ar e Waldemar Borges. Enquanto isso, a suposta pré-candidatura da primeira-dama Viviane Facundes perde consistência e abre caminho para que a gestão municipal busque outro nome para representar o grupo.
LÉO DO AR: O PRINCIPAL NOME DO MOMENTO
Presidente da Câmara de Gravatá e da UVP (União de Vereadores de Pernambuco), Léo do Ar vive a fase de maior ascensão de sua carreira política. À frente da UVP, percorre todo o Estado, articula com vereadores e prefeitos e amplia sua rede de influência, consolidando-se como uma liderança estadual.
Léo deve disputar a eleição estadual em 2026 com uma forte aliança: o voto casado com o deputado federal Lula da Fonte, que tem presença consolidada no Estado.
WALDEMAR BORGES: FORÇA CONSOLIDADA E VOTO EXPRESSIVO
Logo atrás de Léo do Ar aparece Waldemar Borges, que mantém seu peso político em Gravatá. Nas últimas eleições, Waldemar obteve 14.813 votos no município, número que o coloca entre os nomes mais influentes da região.
Para deputado federal, Waldemar trabalhará alinhado ao deputado Pedro Campos, consolidando uma dobradinha forte da Frente Popular no município.
VIVIANE FACUNDES PERDE CONSISTÊNCIA E DEVE FICAR FORA DA DISPUTA
A primeira-dama Viviane Facundes chegou a ser citada como possível candidata, mas sua movimentação não demonstrou estrutura política. Sem articulação regional, sem apoio de vereadores e sem agenda voltada à construção de base, a pré-candidatura não avançou.
Movimentos recentes como aparições públicas em palcos, lançamento de livro e presença em revistas, não foram suficientes para consolidar um projeto eleitoral. Nos bastidores, cresce a avaliação de que Viviane não será candidata.
GESTÃO MUNICIPAL DEVE APOIAR FRED FERREIRA PARA ESTADUAL
Com a fragilidade da pré-candidatura de Viviane, a gestão do prefeito Joselito Gomes deve apoiar Fred Ferreira, cunhado do deputado federal André Ferreira. O PL já iniciou movimentações na cidade, e Fred surge como o nome natural caso Viviane seja retirada definitivamente da disputa.
No campo federal, a gestão permanece alinhada a André Ferreira, que segue como o deputado federal apoiado pelo grupo.
O TABULEIRO DEFINIDO
A formação política para 2026 em Gravatá se desenha da seguinte forma:
Léo do Ar (estadual) com Lula da Fonte (federal)
Waldemar Borges (estadual) com Pedro Campos (federal)
Gestão Municipal: André Ferreira (federal) e Fred Ferreira (estadual)
As articulações mostram que Gravatá terá uma eleição dividida entre duas grandes forças, Léo do Ar e Waldemar Borges, enquanto a primeira-dama perde espaço e abre caminho para rearranjos internos no grupo governista.